(19) 3381-4160

(19) 4141-3160

(19) 4141-3160

Toque para acessar

Contato Comercial com Valentim Agenzzia/Dinamicsite - Campinas-SP

CRIAÇÃO DE SITES EM CAMPINAS

...

facebook

instagran

Conversando com pais e professores sobre comportamento das crianças, em tempos de pandemia

Magda Vilas-Boas

Vivemos momento histórico conturbado e esta situação traz para as famílias ansiedades e preocupação em relação ao comportamento das crianças. Em todas as ocasiões é importante esclarecer para a criança que tanto ela quanto os outros têm pontos de vista diferentes e isto não é um problema, o que importa é saber integrar estas diferenças na relação com outras crianças e com os adultos. Lembrando aos pais que esclarecer não é sinônimo de gritar, culpar, ironizar, nem ridicularizar. Mas, com tranquilidade, ouvir a crianças, dialogar com ela os conflitos e dar-lhe oportunidade de refletir sobre o tema.

A primeira tendência da criança é querer sobrepujar sua visão ou seu desejo. Muitas vezes, pais e professores ouvem frases como esta: Isso é meu, dá pra mim. Este lugar é meu. Muitas vezes estas palavras vêm acompanhadas de comportamentos agressivos, como empurrões, pontapés, que acabam em agressão física, birras e choros, quando não se machucam. Nestes processos é fundamental levar à criança a possibilidade de se envolver na resolução do conflito. Neste momento, é importante fazer perguntas, levar a criança a refletir sobre o acontecido. Pais e professores, não são os juízes, que devem dizer quem está certo e quem está errado, mas mostrar que ali tem duas pessoas buscando resolução de uma situação. Nem por isso são ruins por estarem em conflito. É importante esclarecer que este estilo de comportamento nas crianças está em acordo com o estágio de desenvolvimento, entre os 3 e 7 anos, se não aprendem enquanto crianças, ficam adultos infantilizados, no sentido de não conseguirem resolver as questões por si sós.

Na criança, as atitudes citadas anteriormente acontecem por ela não ter, ainda, a percepção da perspectiva do outro, quando não consegue integrar as visões pessoais com as do outro, compreendendo que o outro tem a liberdade de pensar diferentemente de si. Outro dado importante é dar à criança a oportunidade de perceber seus próprios sentimentos, desenvolvendo, assim, a auto-percepção e a alteridade, quando percebe que o outro também tem sentimentos. Assim, a criança vai amadurecendo no sentido de ir processando seu egoísmo, saindo da visão de que é o centro do mundo e que todas as pessoas têm que fazer suas vontades. Pais e professores, cuidado, pois se isso não é trabalhado enquanto criança, esta sofrerá muito quando adulta, pois tentará de todas as formas, manipular outras pessoas para fazerem suas vontades e terá muitas decepções. Se esta etapa for bem trabalhada, a partir dos 7 anos, a criança já terá desenvolvido um nível maior de compreensão. Para que isso aconteça, é preciso refletir junto, de forma a não fundamentar o conflito, fortalecendo a ideia de que há de um lado o sentimento ruim de vítima ou de culpado, mas há, também a oportunidade de pensar nos sentimentos do outro que se vê da mesma foram.

Há, nesse momento, a importância de mostrar que existe um desconforto ou até mesmo sofrimento, quando a criança se sente vitimada por outras pessoas que não fazem a sua vontade, mas que nem sempre as pessoas podem fazer só as vontades dela, para isso o diálogo é fundamental, levando a criança a se colocar no lugar do outro. O que os pais não podem fazer é negar o problema que a criança enfrenta, não reprovar os sentimentos, mas fazer perceber que são situações que acontecem com outras pessoas também e buscar ação positiva que façam a calma retornar. O que se vê, muitas vezes, são comandos, como: Isso é frescura, pare de chorar, ou ameaças, como: se não parar de chorar, não gosto mais de você, isso é devastador para o emocional da criança. Ela deve sentir que o amor é incondicional e que aquele momento é de aprendizado. Nunca compre a atenção ou atitude da criança com estes comandos, pois é assim que ela aprende a manipular e a enganar, e você, pai, mãe, professor, professora, serão os primeiros a serem vítimas destes comportamentos.

A intervenção deve acontecer quando há agressão física, quando não houver, é preciso ir acompanhando as falas e comportamentos. A intervenção deve ser melhor realizada por meio de histórias, dramatizações, fantoches e bonecos que elaboram problemas e situações e como estes terão que resolver. Desta forma, as próprias crianças vão desenvolvendo seu raciocínio sobre como conciliar determinado conflito, percebendo seu sentimentos e utilizando a razão para refletir sobre a situação de forma mais justa e com melhores estratégias, levando em conta os dois lados. Afinal, sabemos, nós seres humanos, pais e professores, que determinados conflitos nas nossas vidas são difíceis de resolver de maneira assertiva, colocando-nos no lugar da criança e colaborar para intervenções construtivas faz grande diferença na vida dela.

Whatsapp